domingo, 22 de agosto de 2010

Mais do mesmo


É incrível como certos pensamentos continuam a ter uma certa relevância mesmo após um tempo. Este pequeno texto que postarei hoje, por exemplo, escrevi há quase 18 meses, mas mesmo assim continua fazendo muito sentido quando o leio e releio. Muitas coisas se passaram desde então, amadurecemos, erramos, aprendemos, caimos, levantamos, seguimos em frente, sempre buscando a razão pela qual estamos vivendo.... pois bem, vamos a ele.

Cá estava eu, analisando a sonoridade de um jazz inebriante de Duke Ellington, e pensando como algo tão simples, ou nem tanto, com uma música de poucos minutos consegue nos despertar sentimentos sobre algo ou alguém tão profundos que normalmente nem cogitaríamos pensar. Uma simples onda sonora faz com que nos tornemos românticos filósofos capaz de conquistar as mais delicadas e cobiçadas donzelas apenas com um simples verso ou poema que apenas surge momentaneamente, justo no instante que estamos tão vidrados naquela simples canção que para muitos outros é apenas mais uma entre outras melodias quaisquer. Essa é a beleza da mente humana, sejam gratos todos que deixam se levar por algo, digamos simples, e não vivem apenas em um mundo cheio de futilidades que corroem nossa mente. O segredo da maioria das questões, sejam elas afetivas ou não, encontra-se em pequenas coisas, que são únicas de cada um e que quando as descobrimos conseguimos transpor barreiras mentais até então intransponíveis.

“Até mesmo a maior de todas as portas, somente é aberta quando temos em mãos a pequena chave. Portanto busque antes de se deparar com a enorme porta, encontrar a chave certa para abrí-la, por menor que esta seja”

Imagem: Koldinghus Castle - Kolding, DK


Mauricio Gehlen

Nenhum comentário:

Postar um comentário