domingo, 11 de julho de 2010

Pub's night.

Definitivamente não parece que se passaram mais de 30 dias desde que cheguei aqui, como comentei em outra oportunidade, é incrível a relatividade do tempo a partir do momento em que começamos a não mais simplesmente existir, mas sim viver cada dia de forma a não nos arrependermos em outrora.

Confesso que esperava um clima mais ameno por aqui - por gostar tanto de frio, e não os infernais 31º C de ontem, embora para se tomar uma cerveja um calor desses é no mínimo convidativo.

E sob o sol das 23:00 hrs resolvemos achar algo pra se fazer no sábado à noite e é incrível como numa cidade de pouco mais de 10 mil habitantes possa se encontrar um pequeno Pub, nem sempre cheio, mas que após adentrá-lo, a última vontade que se tem é de ir embora. Enfim, um digno programa para uma "noite" de sábado em um lugar que seria ao menos interessante encontrar numa cidade brasileira - um lugar simples, com poucas luzes, apenas algumas velas pelas mesas e uma antiga lareira ao centro... de fundo um bom e velho rock n' roll vindo de uma jukebox, algumas bebidas, amigos e horas de boas conversas.


Mauricio Gehlen


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Payada, Memória e Tempo


Hoje, após um bom tempo pude novamente tomar um chimarrão, o que me deixou de certa forma mais perto de casa e um tanto quanto mais feliz.

E falando em chimarrão, 08 de julho lembra-se o falecimento do grande poeta e payador Jayme Caetano Braun falecido em 1999.
Como grande admirador do grande gaúcho, presto aqui a minha homenagem com um pequeno verso da poesia "No adeus a Jayme" de Odilon Ramos:

Pois neste oito de julho,
até o sol se encobriu,
o dia ficou mais frio,
sem brilho, luz nem calor.
Corre um soluço de dor
nas Missões, Serra e Fronteira;
chora a querência inteira,
a morte do pajador.

E uma pequena poesia de sua vasta obra:

domingo, 4 de julho de 2010

Walkin' trough this new time.

Como de costume, venho até aqui para escrever algumas coisas sobre o que venho passando, não sendo diferente desta vez.
Uma semana corriqueira, cansativa por um lado, mas que bom que já tenha passado e finalmente chega o fim de semana para um descanso.
Nunca tinha dado tanta importância à relatividade do tempo como agora, logo que cheguei aqui os dias pareciam demorar décadas para passar, a cabeça em curto-circuito com tantos pensamentos e preocupações, mas agora não, parece que finalmente tudo está em ordem e posso dizer que estou completamente adaptado ao novo ambiente, o que muda novamente a relatividade dos dias que tenho passado. Não consigo acreditar que já faz quase um mês que me despedi do Brasil pra vir pra cá, tanta coisa aconteceu nesse curto intervalo de tempo que fica difícil não esperar um bom futuro aqui. Fiquei triste por muitas preocupações, mas realmente feliz por sair de uma tediosa rotina e por que não de um completo e infernal ócio, para mudar completamente minha vida. Estou torcendo e fazendo o máximo possível para que tudo dê certo desta vez.

Pois bem, à todas as pessoas que de algum maneira vem acompanhando as poucas palavras que raramente escrevo, um obrigado sincero. Um ótimo início de semana e um grande abraço.

E para dar uma variada, uma pequena coisa capaz de mudar a vida de qualquer um, como mudou a minha: o Blues. Abaixo o que considero um dos melhores blues nacionais.

Celso Blues Boy - Mississipi