Sem mais apresentações, novamente recolho-me em frente ao computador para escrever algumas poucas palavras, talvez de desabafo, exaltação, ou como queiram atribuir aos pequenos textos que venho escrevendo e pretendo continuar a escrever.
Engraçado como nem a tranqüilidade e serenidade de uma suave noite ao som inebriante do violão de Bob Dylan conseguem inspirar ou desenvolver tamanha gana por transcrever para o “papel” pensamentos profundos, e nem ao menos chegar aos ditos pensamentos profundos.
Mais um exemplo da maravilhosa mente humana, que se comporta como algo totalmente alheio a nossa vontade, e por mais que nos dedicamos ou insistamos em algo, se não estamos serenos de corpo e mente, geralmente não conseguimos sairdo "zero".
O segredo está em aproveitarmos o máximo possível o pouco tempo em que estamos em perfeito equilíbrio e harmonia entre corpo e alma para fazer algo que valha a pena, pensar, desenvolver, criar algo nesses momentos que realmente possa ser usado, lido, verificado, compreendido ou não pelas outras pessoas. Compartilhar de algum modo com nossos amigos, familiares, colegas, enfim, algo que estamos nos doando ao máximo para fazer, nem que sejam alguns poucos versos.
Fazer com que essas pessoas percebam que são importantes para nós, que por passar o mínimo tempo possível conosco, nos lembramos delas e queremos demonstrar isso de alguma forma e nada melhor do que usar, digamos que o nosso melhor estado físico-mental para fazê-lo, sem mais preocupações cotidianas, apenas nossos sentimentos para com esses seres que contribuem voluntaria ou involuntariamente para que sempre busquemos dar o nosso melhor.
“Percebemos o verdadeiro valor de uma amizade ou outro sentimento, quando não precisamos nos esforçar ou fingir para demonstrá-lo, trata-se de algo tão especial que se emana naturalmente dos nossos poros, sem que precisamos dizer uma só palavra para mostrar o que sentimos ou pensamos sobre algo ou alguém.”
Mauricio Gehlen
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